
De reuniões de oração ao envio de mais de mil famílias missionárias, a trajetória iniciada em Camboriú tornou os Gideões Missionários da Última Hora uma das expressões mais conhecidas do movimento missionário pentecostal brasileiro.
Antes dos grandes congressos, das caravanas e dos milhares de participantes que chegam a Camboriú, em Santa Catarina, a história dos Gideões Missionários da Última Hora começou em um cenário bem menor: uma igreja local atravessando dificuldades e reuniões de oração realizadas também nas casas dos membros.

A trajetória está diretamente ligada ao pastor Cesino Bernardino. Segundo sua biografia institucional, ele assumiu a presidência da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Camboriú em 25 de janeiro de 1977. Os Gideões adotam 1979 como marco do início de sua obra missionária, enquanto a biografia de Cesino registra 1980 como o ano de criação formal do departamento de missões Gideões Missionários da Última Hora.
Da oração à visão missionária
Na narrativa histórica preservada pela própria organização, campanhas de oração foram fundamentais naquele período. Casas no centro e no interior de Camboriú passaram a receber reuniões, enquanto amadurecia a compreensão de que a igreja deveria ampliar sua atuação missionária.
Em 1979, essa visão ganhou uma expressão internacional: Alenir Bernardino foi enviada à Argentina e iniciou o trabalho em Alta Gracia, na província de Córdoba. A frente argentina se expandiria posteriormente para outras cidades e províncias.
1983: o primeiro Encontro Nacional de Missões
Entre 3 e 6 de fevereiro de 1983, Camboriú recebeu o 1º Encontro Nacional de Missões. O tema daquela primeira edição foi “É já a última hora”. Realizado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, o encontro se tornaria o embrião do Congresso Internacional de Missões que atravessaria as décadas seguintes.

A comunicação também ajudou a ampliar o alcance da obra. O programa de rádio A Voz Missionária levou mensagens e informações sobre missões para públicos que estavam muito além de Camboriú.

O legado de Cesino Bernardino
Cesino Bernardino nasceu em 29 de novembro de 1934 e permaneceu ligado à presidência dos Gideões até sua morte, em 30 de julho de 2016. A atual diretoria apresenta o pastor Zilmar Miguel como presidente da organização.

Os números institucionais atuais registram 47 anos de história, atuação em 13 estados brasileiros e 21 países, além de mais de 1.060 famílias missionárias. Páginas históricas da própria organização mencionam alcance em mais de quarenta nações; por isso, os dados devem ser compreendidos de acordo com o período e o critério adotado em cada levantamento.
Uma história que continua
Mais de quatro décadas depois dos primeiros passos, Camboriú continua sendo o centro do encontro anual dos Gideões. O próximo capítulo já tem data: o 42º Congresso Internacional de Missões está anunciado para 24 de abril a 3 de maio de 2027, com atividades no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio de Esportes Irineu Bornhausen.
Linha do tempo
- 1977 — Cesino Bernardino assume a presidência da igreja em Camboriú.
- 1979 — marco adotado pelos Gideões para o início da obra; Alenir Bernardino é enviada à Argentina.
- 1980 — criação formal do departamento Gideões Missionários da Última Hora, segundo a biografia institucional de Cesino.
- 1983 — 1º Encontro Nacional de Missões, de 3 a 6 de fevereiro.
- 2016 — falecimento do pastor Cesino Bernardino.
- 2027 — 42º Congresso Internacional de Missões, de 24 de abril a 3 de maio.
Fontes: informações históricas e institucionais consultadas nos canais oficiais dos Gideões Missionários da Última Hora. Revista LEGARYS.
